Mulheres são vítimas de uma série de assaltos no Leblon e em Ipanema
quinta-feira, 22 de março de 2012Dois homens em uma moto fizeram uma série de assaltos no bairro do Leblon e em Ipanema contra motoristas mulheres, no início da manhã desta quarta-feira. Pelo menos quatro delas já procuraram a 14ª DP (Leblon). Duas estavam na Rua Gilberto Cardoso, uma na Rua Ministro Raul Machado, no Leblon, e outra na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema. Segundo a polícia, os casos não podem ser considerados arrastão por terem acontecido em ruas diferentes.
A delegada adjunto da 14ª DP (Leblon), Ana Paula Costa Marques, disse que vai solicitar as imagens das câmeras que possam ter nos prédios residenciais e comerciais, além da CET-Rio, na região onde ocorreram os assaltos. Ela também informou que os policias estão em busca de alguma testemunha, entre elas porteiros. A polícia ainda não sabe informar se foi a mesma dupla que praticou os assaltos. Dois dos casos, foram registrados como roubo, e os outros dois como furto.
A estudante Fernanda Silva, de 22 anos, contou que os bandidos pegaram sua bolsa com documentos por um espaço aberto na janela.
“Achei um injustiça, é um absurdo. Foi muito fácil para eles. Na hora, não havia nenhuma viatura da polícia à vista no local”.
A médica colombiana Blanca Marins, de 38 anos, também teve o vidro do carona quebrado pelo cotovelo de um dos assaltantes. Ela contou que os bandidos pediram a sua bolsa. O acessório estava debaixo da perna da vítima, no lado do motorista, e mesmo assim foi arrancada pelos ladrões. Ela estava com R$ 1.500 para pagar a prestação de seu carro, um Honda Fit. Blanca disse que se surpreendeu porque é acostumada a trabalhar em favelas com o veículo e nunca foi assaltada:
“Dá muito medo. A angústia foi grande. Estou chocada”, disse ela, reclamando da falta de policiamento na região.
Outra vítimas, Adriana Leonardi, de 43 anos, relatou que dois homens que usavam uma moto aproveitaram um engarrafamento para quebrar o vidro do seu carro e de pelo menos outros oito veículos. Os bandidos levaram sua bolsa e celular e fugiram em seguida.
No fim de fevereiro, um assalto na Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, acabou em mal-entendido no diálogo entre uma operadora do 190 (telefone de emergência da PM) e a testemunha. Em entrevista à BandNews FM, a enfermeira Sheila da Cruz acusou a atendente do serviço de perder tempo solicitando informações em excesso como precondição para enviar uma viatura ao local. A Secretaria de Segurança, que coordena o teleatendimento nos 19 municípios da Região Metropolitana, por sua vez, alega que a funcionária adotou o procedimento padrão e que a enfermeira estava nervosa ao ligar para o serviço.
Já em agosto do ano passado, um grupo de 11 bandidos, a maioria menor de idade, foi preso após fazer um arrastão na orla da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio. O bando começou o arrastão na altura do Quiosque Palaphita Kitsch e seguiu até a escola de remo do clube do Botafogo, próximo à Fonte da Saudade. Os bandidos, que seriam do Morro da Mangueira, foram detidos e levados para a 14ª DP (Leblon).Em novembro de 2010, depois de dois arrastões assustarem moradores da Rua Faro, no Jardim Botânico, a Polícia Militar colocou quatro motocicletas do Grupamento Tático de Motociclistas da PM (GTM) para fazer rondas no Jardim Botânico e na Gávea.
Fonte: O Globo
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